Irão

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Teerão

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dayereh



Dayereh

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DAYEREH

No Pahlavi
língua persa pré-islâmica
seu nome como é
se nome como fica
seu nome é Dareh

instrumento
retratado em taça de bronze
antiga
na poesia de Abu Saeed, século onze
e nesta cantiga

do Cáucaso aos Balcãs
em alguns lugares da Geórgia
nas regiões polares russas
é muito popular
ritmo que canta as manhãs
dança popular macedónia
Dayereh, poetas, musas
diringi, yalli, lazgi, mahni no ar

Dayereh
meu Dayereh
decorado
linda mulher
cabelo ao vento
Dayereh
meu Dayereh
comprado
em Teerão
lindo momento

no Azerbaijão
tambor que acompanha o Ashigh
poeta cantor
toca em ocasião festiva
tocar é amor

a madeira
amaciada em água
antes de ser dobrada
cilindro de metal quente
anéis para fazer som diferente


terça-feira, 7 de março de 2017

Xinh Tien



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XINH TIEN

Feito de pau rosa
com raspador e guizos
e o som da pancada
seca

e esta minha prosa
todos deixa indecisos
o nome não diz nada
co'a breca

corpo articulado
três sons num só momento
sob o céu estrelado
teus olhos meu firmamento

pedaços de madeira
a moeda chinesa
velha é a história
que agito

tocar dessa maneira
agora és princesa
de sistros sobre a glória
do Egipto

corpo articulado
três sons num só momento
sob o céu estrelado
teus olhos meu firmamento



quinta-feira, 2 de março de 2017

Guiro



Guiro
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GUIRO

De Cuba originário
antes da chegada dos espanhóis
já existia
seu som incendiário
sem guiro fica em maus lençóis
a cumbia

Refrão
guicharo em Porto Rico
que melhor não há
mais alegre eu fico
churuca no Panamá
guiro de salsa
guiro cubano
guiro realça
guiro todo o ano

costuma ser tocado
pela mesma pessoa que canta
tua beleza
do fruto alongado
cabaça seca que me encanta
charanga acesa
Refrão...

movimento lento é grave
movimento rápido agudo
música bela
para dançar nenhum entrave
teu corpo, meu mundo, é tudo
só eu e ela

Refrão...

na Argentina villera
idiofone de raspagem
acentua
quem espera desespera
teu ritmo minha viagem
e tua









quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Phin



Phin

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PHIN


Corpo de lágrima, corpo de folha
a tua alegria faz a escolha
teu coração, caminho da razão
e aquele olho que me olha
cabeça de dragão

a guitarra tailandesa
Molam, essa beleza
o povo é tão musical
sensibilidade
sorriso e verdade
nesta terra sem igual

orquestra de elefantes não toca phin
nem sei o que se passa dentro de mim
frase melódica que se repete
escala irregular afina assim
o som que em mim reflete

a guitarra tailandesa
Molam, essa beleza
o povo é tão musical
sensibilidade
sorriso e verdade
nesta terra sem igual

originário da região de Isan
calor bom na luz de toda essa manhã
orifício com forma decorativa
o som deixa a alma mais sã
e a vida mais atrativa






terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sueng



Sueng

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SUENG

O Sueng faz lembrar
a guitarra da lua
um coração no meio
espero a estrela chegar
ao som da música tua
ela calmamente veio

o corpo do Sueng é ondulado
ondula, ondulante, sem pecado
escultura, escultural, decorado
preso meu olhar

o corpo do Sueng é trabalhado
trabalha madeira dura em todo o lado
os trastes são altos, o braço quadrado
eu quero tocar

toda a noite a divertir
o povo que passa por perto
Khaosan Road nunca pára quieta
escala oriental, som de se curtir
duas cordas dobradas, caminho certo
fio de travão de bicicleta



Shamisen



Shamisen

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SHAMISEN

As gueixas tocam Shamisen
com uma bonita bachi
cordas de seda, sawari
na mão esquerda yubikake
um sorriso em tua boca
canção pequena é kouta

hosozao, futozao
e chuzao
pescoço fino, pescoço grosso
pescoço do meio

teu antepassado
chegou ao Japão
pela porta sakai
perto de Osaka
um sonho dourado
no meu coração
a arte bonsai
to ko no ma

as gueixas tocam Shamisen
o som nagauta, kabuki
a tradição que se acostuma
ao mix de Hiromitsu Agatsuma
eterna viagem no tempo
protegido no kake do

heike ondo
tokiwazu, kiyomato
jiuta, música clássica japonesa

teu antepassado
chegou ao Japão
pela porta sakai
perto de Osaka
um sonho dourado
no meu coração
a arte bonsai
to ko no ma



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Khaen



Khaen
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KHAEN

Segundo a lenda Lao
foi criado por uma mulher
ao imitar o som do pássaro
garawek

com pedaço de bambu
onde colocou uma palheta
tocou para o rei que disse
"tia nee khaen dae"

tia nee khaen dae
this time it was better
Lam Long
Kalong Nyo
Sa La Van

Os tubos são atados
com a fibra yah nang
selados com cera negra
de kissoot

as palhetas são moedas velhas
batidas atá serem muito finas
colocadas a um quarto do comprimento
do tubo

khaen hok, khaen jet
khaen baet, khaen gao
Lam Long
Kalong Nyo
Sa La Van.


Sung Lisu



Sung Lisu
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SUNG LISU

Parece à primeira vista
um instrumento para criança
ou agradar a turista

tampo em pele de cobra
plectro preso à caixa de ressonância
imaginação de sobra

norte da Tailândia
Chiang Mai, Chiang Rai
onde o sorriso sai
o sol explodia
Buda esmeralda
minha alegria escalda

Lisu, tribo de montanha
por isso chamado Sung Lisu
cabeça curva não se estranha

também é conhecido
Tseubeu, Dsyboo ou como Subu
em vários tamanhos construído

norte da Tailândia
Chiang Mai, Chiang Rai
onde o sorriso sai
o sol explodia
Buda esmeralda
minha alegria escalda

Sung afina diferente
se é pra tocar a solo com coração
ou em conjunto com mais gente

instrumento parecido
tem no Tibete e no Japão
o mundo é tão divertido

norte da Tailândia
Chiang Mai, Chiang Rai
onde o sorriso sai
o sol explodia
Buda esmeralda
minha alegria escalda

o fundo é perfurado
Deuham lhe chama a tribo Akha
e também é decorado

Sae Mu para tribo Lahu
pele de lagarto se piton não há
no meu coração estás tu.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Dan Bau



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DAN BAU

Um tubo de bambu, uma vara de madeira
uma corda de seda, metade de um côco
assim foi sua origem verdadeira
o som é tão bonito, por ti eu sou louco

agora com desenhos, em madrepérola enfeitado
cenas da vida desse povo que te adora
os lagos de Hanoi, alegria em todo o lado
só quem parte fica triste e chora

uma lenda popular
fala de uma mulher cega a tocar
para toda a família sustentar
seu marido foi prá guerra, guerrear

repousa levemente o quinto dedo
com muita precisão sobre a tua corda
a vara do vibrato, brisa no arvoredo
cabaça decorativa onde a lua acorda

Dan Bau acompanha leitura de poesia
há mais de dois mil anos lá no Vietname
a correr o mundo encontras sabedoria
e um dia, sem esperar, alguém que te ame







Tarka



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TARKA

Flauta indígena dos Andes
Pachamama, Terra Mãe
espiritualidades
imita os pássaros também

belíssima peça de arte
que faz lembrar um totem
é proibida a má sorte
quando toca a sorte vem

tarqueada, tarqueada
carnaval de Oruru
Cochabamba, Cochabamba
nada soa como tu
tarqueada, tarqueada
que belleza atrae el sol
Cochabamba, Cochabamba
el tuyo azul y arrebol

vem da Bolívia e Peru 
com madeira trabalhada
tarque, mara, naranjo
granadilha desenhada

tocam pastores andinos
pra quebrar monotonia
são os velhos e os meninos
juntos na mesma alegria